Quando a gente pensa em Nova York, é quase automático imaginar a Times Square, a Quinta Avenida, o Central Park e a Estátua da Liberdade.
E eles realmente merecem a visita, principalmente se for sua primeira vez na cidade.
Mas sabe uma coisa que fomos percebendo ao longo das nossas viagens? Quanto mais voltamos para Nova York, menos nosso roteiro gira em torno desses lugares. Aos poucos, a gente foi descobre bairros, parques e cantinhos onde a cidade parece desacelerar. Lugares onde os moradores passeiam com calma, sentam para tomar um café ou simplesmente aproveitam o fim de tarde sem nenhuma pressa.
Acho que é justamente nesses momentos que Nova York fica mais interessante. Você deixa de conhecer só os cartões-postais e começa a entender por que tanta gente ama morar ali. E isso geralmente acontece quando você vai pra bairros e regiões em que tem mais vida local, mais autenticidade.
Se você já foi para Nova York ou simplesmente quer montar um roteiro um pouco diferente, esses são alguns dos lugares que mais gostamos de incluir.
Williamsburg

Se eu tivesse que escolher um bairro para passar uma tarde inteira sem compromisso, provavelmente seria Williamsburg. Ele é um bairro na região do Brooklyn que é super descolado, mais despojado e completamente sem frescura. Gosto muito disso quando passeio por lá!
Ele tem uma energia completamente diferente de Manhattan. As ruas são cheias de cafés, lojinhas independentes, arte de rua e restaurantes, mas o que mais gosto mesmo é da sensação de caminhar sem destino.
Minha dica é começar pela Bedford Avenue (a principal avenida do bairro) e depois seguir até o Domino Park. Compra um café (ou uma cerveja, se preferir), sente de frente para o East River e aproveite uma das vistas mais bonitas do skyline de Manhattan. É um daqueles lugares em que você entende que às vezes a melhor forma de ver Manhattan é estando fora dela.
West Village

Pra mim, esse é um dos bairros mais charmosos da cidade. Ele conseguiu manter muito da sua essência, mesmo ficando bem grudado com regiões mais turísticas.
As ruas são arborizadas, os prédios são baixos, as famosas brownstones aparecem praticamente em cada esquina e parece até difícil acreditar que você continua em Manhattan.
Aqui eu nem faço um roteiro muito fechado: a graça é justamente caminhar sem pressa, entrar em uma cafeteria, olhar as vitrines e descobrir alguma rua bonita por acaso. É um dos lugares onde sempre sinto vontade de diminuir o ritmo.
Lower East Side

O Lower East Side é um daqueles bairros que misturam história com uma cena super atual.
Hoje ele é cheio de cafeterias, delicatessens, livrarias e pequenas lojas independentes, então é muito gostoso para explorar a pé.
Se estiver por ali, vale experimentar os famosos Fried Oreos do Ray’s Candy Store e aproveitar para entrar em algum café ou delicatessen histórica pelo caminho.
Upper West Side

Muita gente conhece o Central Park e até mesmo o irmão dele, Upper East Side, mas pouca gente continua caminhando o lado oeste até em cima. E acho que essa é justamente a dica.
Quanto mais você sobe pelo parque e pelo Upper West Side, menos turistas encontra. Foi uma das regiões mais tranquilas e bonitas que conhecemos em Nova York.
Uma boa ideia é fazer um piquenique em uma área mais vazia do parque, passar na Levain Bakery dessa região (que costuma ser bem mais tranquila) e depois continuar caminhando pelas ruas residenciais do bairro.
Na última vez que estivemos lá, compramos sushi no mercado e fizemos um piquenique no Central Park, bem na altura da rua 100. Foi muito gostoso e tínhamos o parque quase só pra nós! Coisa raríssima lá na base dele, que é colada em Midtown.
Rockefeller Park

Esse costuma passar completamente despercebido por quem visita Nova York.
Ele fica no sul de Manhattan, às margens do Rio Hudson, e oferece uma caminhada deliciosa, com muito espaço verde e uma vista linda para Jersey City.
Se estiver viajando com crianças, os parquinhos são ótimos. Se não estiver, ainda assim vale a pena sentar na grama por alguns minutos e simplesmente observar o movimento da orla.
Vale muito à pena incluir na sua viagem, até porque fica colado no Distrito Financeiro, que muita gente inclui no roteiro e pode ser um pouco caótico. A gente mesmo adora combinar esses dois programas, depois das ruas aceleradas como Wall Street, ir ao parque caminhar sem pressa é muito gostoso.
Roosevelt Island

Muita gente faz o passeio de bondinho, mas acaba voltando logo em seguida. Na nossa opinião, esse é justamente o erro.
A ilha é pequena, silenciosa e tem uma das vistas mais bonitas de Manhattan. Nossa sugestão é ir de bondinho, explorar a região com calma e depois voltar de metrô.
Se tiver tempo, alugue uma Citi Bike para dar a volta na ilha ou programe a visita para o fim da tarde, quando o pôr do sol deixa a vista ainda mais bonita.
O melhor roteiro talvez seja aquele que não está no mapa
Uma das coisas que mais gosto em Nova York é que ela recompensa quem anda.
Muitas vezes, o café mais gostoso, a rua mais bonita ou a lojinha mais interessante não estavam no planejamento. Eles simplesmente apareceram no caminho.
Então, claro: conheça a Times Square, o Central Park, a Brooklyn Bridge e todos os lugares clássicos. Eles fazem parte da experiência.
Mas, se conseguir reservar pelo menos um dia para sair um pouco do roteiro tradicional, acho que você vai voltar enxergando Nova York de um jeito diferente.
Foi exatamente isso que aconteceu com a gente. E é por isso que, hoje, quando pensamos na cidade, a primeira imagem que vem à cabeça já nem é mais a Times Square. São essas caminhadas sem pressa pelos bairros onde Nova York parece simplesmente… viver.



